PIVOT

Pivot é um software freeware, que como apresentado no vídeo abaixo, pode ser mais uma ferramenta em prol de uma educação estimulante na prática pedagógica.
A partir de bonecos palito podem ser criadas pequenas animações para todo público.
Movimentando os objetos disponibizados quadro a quadro vai-se criando uma cadeia sucessiva de animação dinâmica, de maneira fácil e atrativa.
Além de criar os tradicionais bonequinhos, use sua criatividade para montar figuras como veículos, animais e tudo o que puder imaginar! Na opção Edit o boneco e suas respectivas articulações são exibidos, possibilitando ajustes ou até mesmo desenvolvimento de outras formas com círculos e linhas. Para completar há uma barra de controle de velocidade.
E pode ser utilizado em todas as disciplinas. Basta uma proposta de redação, uma poesia, um fato histórico, um acontecimento da atualidade e várias outras relacionadas aos vários conteúdos.
Uma excelente forma de aplicabilidade da informática educativa.
O vídeo abaixo mostra o potencial de criatividade e diversidade do uso desse software.






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TEXTOS E HIPERTEXTOS

A novidade do hipertexto tem suas origens na
história da informática e da engenharia de computação, algo
que, de fato, influenciou o entendimento que o senso comum
e até mesmo alguns pesquisadores respeitáveis têm da relação
entre texto e suporte.
A história do hipertexto, apurada junto a Pierre Lévy e
Roger Chartier, dá condições de sustentar a idéia de que a
não-linearidade do texto não ocorria apenas na forma do
texto digital. Segundo Lévy (1993), o informata Vannevar
Bush, em 1945, foi o primeiro a conceber a idéia de hipertexto
como uma rede interconectada de dados e informações e,
para muito além disso, foi o primeiro a desconfiar de que a
cognição humana não funciona de maneira hierarquizada e
seqüencial. Para ele, que se atinha aos problemas de um banco
de dados informático, o pensamento e a memória humanos
funcionavam de maneira múltipla, interconectada e de fácil
acesso. Note-se, no entanto, que ele trabalhava em informática,
o que fez a história da leitura hipertextual e a do próprio conceito
de hipertexto terem sempre o viés da tecnologia plugada, como
se tecnologias unplugged anteriores não tivessem passado por
processos semelhantes de modelação e remodelação.
Sendo assim, navegar por um texto não é algo restrito
ao suporte digital, como a tela, por exemplo, mas refere-se ao
percurso que o leitor pode fazer em determinado objeto de
leitura (texto, gráfico, legenda, sumário, índice), de acordo
com suas escolhas, a partir de opções de caminho.
Trata-se, como se quer demonstrar, mais de uma
reconfiguração das práticas de leitura e das formas de
produção e publicação de textos às possibilidades do novo
suporte do que propriamente de uma novidade; assim, a
pretensa revolução da informática perde sua mística e tornase
mais um rearranjo da era da tecnologia da escrita e suas
conseqüentes tecnologias de escrita, formatação, registro e
leitura. (Ana Elisa Ribeiro)


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Aulas animadas: mais movimento ao que acontece dentro da escola

Numa viagem à deriva pela net, um texto interessante do site http://www.vivenciapedagogica.com.br/ merece reflexão e divulgação. Nobre idéia para inovar na prática pedagógica.

A palavra ânimo, do latim “anima”, está ligada a alma e significa “sopro de vida”. A animação é um dos sinais que nos dá a sensação de vida nos seres vivos e até mesmo em imagens (desenhos animados).

Nesse sentido, as aulas “paradas” em que o professor tenta “ensinar” e os alunos fazem de conta que “prestam atenção”, além de contribuírem com o desânimo dos alunos, ainda permitem que o professor acredite, por alguns momentos, que conseguiu cumprir o seu objetivo. Uma proposta de aula animada é exatamente o oposto:

• Os alunos são envolvidos em um desafio que não é exclusivamente escolar, mas sim algo que eles vêem acontecer fora da escola.

• O protagonista é o próprio aluno. Ele é autor e ator.

• A tarefa não é para entregar ao professor, mas sim para ser reconhecida tanto na escola quanto fora dela.

• O aluno é membro importante dentro de um grupo. Assume papéis fundamentais e dessa forma é responsável.

• Há movimento na sala de aula. Algo que é possível observar tanto pela liberdade que os alunos têm em circular nos diferentes espaços, como também em sua expressão corporal e facial.

• O professor não fica preocupado em ensinar, mas em mediar o processo para que os alunos aprendam.

Como desenvolver uma proposta com estas características? O que pode ser feito de modo que o aluno perceba significado, aprenda, colabore, sinta-se desafiado e envolvido?

Há várias possibilidades, principalmente quando aproveitamos o potencial que as TICs (tecnologias de comunicação e informação) podem trazer à prática pedagógica.

Os alunos gostam e envolvem-se em tarefas quando podem produzir e socializar algo que é reconhecido socialmente. Por isso podem aprender muito quando têm a oportunidade de criar um blog, um programa de rádio (ou Podcast), um jornal da escola ou um vídeo. Isso porque todas estas mídias podem ser socializadas dentro e fora da escola e o aluno ser reconhecido pela sua atuação, o que é de fundamental importância.