Amor: uma ode à vida!

Quem nunca se deparou com obstáculos em seu cotidiano?

De imediato, parece óbvia a pergunta, afinal são eles que movem o mundo e nos fazem evoluir...
Mas um olhar diferenciado sobre a questão proposta aponta novos caminhos e os mesmos caminhos trilhados novamente nos apontam novos obstáculos, pois nada é inerte, tudo evolui ou involui, segundo nossas escolhas diante da mesma travessia.

Seja na vida profissional ou pessoal, se é que separamos mesmo ambas, cada obstáculo deve perfazer-se em força que nos impulsiona. O caminho para o caminhante, nas palavras de Leonardo Boff, não existe. Caminho se faz, ao caminhar.

Nessa linha, os obstáculos são frutos também e talvez essencialmente das trilhas que construímos ao longo de nossa trajetória. E não há para isso receita (ainda bem), mas a essência para desfrutarmos com prazer cada passo é, sem dúvida, o amor.

Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e a dos anjos
(...) se eu não tivesse amor, eu nada seria.
Primeira Carta de São Paulo aos Corintios, cap. 13

Amor, do latim amor, que quer dizer "amizade, dedicação, afeição, ternura, desejo grande, paixão, objeto amado", uma das mais belas e notórias palavras que fascina a humanidade desde os primórdios, pois independente da língua escolhida, o termo possui um caráter que vigora, revigora e se multiplica no interior daqueles que o experimentam.

É desafiante definir o amor. Pode justificar, determinar, agregar, permitir, superar, perdoar, prolongar, solicitar. O amor também condena, absolve, revela, esconde, simula, expõe... O amor orienta, desnorteia, incendeia, esfria, congela, ferve...

No amor estão presentes, simultaneamente, os quatro elementos e os cinco sentidos... Por ele se luta, por ele se ganha, por ele se perde, por ele se joga, por ele se brinca, por ele se chora, por ele se vive, por ele se morre... Ele ataca e defende, derruba e sustenta, grita e silencia...

Para que não restem dúvidas sobre suas facetas contraditórias, recorrer à genialidade do poeta Luís de Camões, que, para muitos, foi o responsável por criar a linguagem do amor em língua portuguesa é uma boa proposta para nosso cotidiano:

Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

É um não querer, mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade

Mas como causar pode ser seu favor
Nos corações humanos amizade
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Agradecimentos a Gabriel Chalita,
com suas sábias e fascinantes palavras...
entrelaçadas às minhas...


Por isso:
Obstáculos? Que venham!
Aos montes, desafiadores e que nos encham de energia e nos revigorem, ainda que para isso ocorram quedas, ainda que não vejamos as paredes de vidro e nos cortemos e quase quebremos o nariz, ao tentar atravessá-las ao léo. Que quebremos o nariz, se preciso, várias vezes, para que possamos experimentar a dose única e inigualável que faz valer viver a ode à vida e ao amor que a impulsiona, das mais variadas formas. E que as marcas deixadas nos lembrem que foram obstáculos necessários para o momento, para vivenciar momentos futuros melhores, apesar da dor..."a dor é de quem sente".

Essa ânsia por liberdade, essa intensa sede de viver, sempre incomensurável, esse amor pela vida e pelos detalhes do mundo, de cada universo único que somos, numa busca contínua de rompimento de fronteiras, quebra de barreiras, caminhos novos ou novos caminhos rumo ao mesmo ideal, não nos tornes inertes, esperando e esperando, inertes pois "o tempo não pára não, não pára!"

Espero que não páre para você, para cada um de nós...
Educadores, mediadores, aprendizes, parceiros, amigos, amores, incansavelmente e motivadores nessa jornada.

Que continuem presentes em minha história.


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Então, vamos de mãos dadas, não nos afastemos diante dos obstáculos,
pois não serei um poeta só...


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Com intenso íntimo aflorado e intensa vontade de viver... "o tempo é minha matéria".