A máquina somos nós!

Com a evolução tecnológica, cada vez mais novos recursos e possibilidades de utilização dos mesmos no campo educacional tornam-se mais atingíveis, principalmente aos que possuem habilidades básicas na utilização do computador e da Internet.
Nessa evolução, vale refletir sobre como ocorre a construção de um texto, quando estamos escrevendo num papel e quando estamos digitando. Enquanto este apresenta-se flexível, hipertextual, aquele nos remete a uma linearidade da escrita, o que me lembra uma reportagem a qual assisti onde diante de uma máquina de escrever, a criança questiona "Onde deleta?" , o que mostra na prática, como a nova geração se posiciona diante das novas tecnologias da informação e da comunicação e o impacto que a hipertextualidade ocasionou na forma de construção do pensamento.
Na internet então, a hipertextualidade é essencial para eficaz relevância, e sua evolução é apresentada no vídeo abaixo onde é exposto que o texto digital, o hipertexto e a web não são mais somente para ligar informações.
"A Web 2.0 é para ligar pessoas compartilhando, trocando e colaborando.
Nós precisamos repensar algumas coisas. Precisamos repensar os direitos autorais, a autoria, a identidade, a ética, a estética, a retórica, o ato de governar, a privacidade, o comércio, o amor, a família, repensar nós mesmos!" (vídeo Web 2.0)


Computação nas nuvens!

A computação nas nuvens, conforme o Google, é um conceito, é o futuro.
Agora querem nos levar às nuvens!
Em casa, apenas um teclado e um monitor ou outro aparelho parecido.
Todo o acervo que possuímos em casa, desde fotos, contas, livros, num futuro próximo, tudo agora passa a pairar virtualmente sobre nós e poderão ser acessados a qualquer tempo e lugar. Um conceito que parece longínquo, mas se observarmos a evolução de portabilidade e acesso a computadores e à Internet, percebemos que o avanço tecnológico voa cada vez mais rápido.
E nessa linha de raciocínio é que se vislumbra o acesso, inclusive a uma diversidade incrível de softwares, que poderão ser acessados segundo as necessidades de cada usuário. Os engenheiros do Google e demais empresas que abraçam essa ideia acreditam que com isso os computadores terão preço cada vez mais acessível, bem como os programas utilizados, que poderão ser até mesmo gratuitos.
Obviamente não se trata de filantropia, mas de um olhar bem além dos horizontes de empresas tradicionais, que terão sérios problemas para sobreviverem diante desse avanço.
Uma nova era que se inicia num sonho e concretizando-se, convergirá para uma realidade, a tão sonhada democratização do uso das novas TIC.
No vídeo abaixo, Eric Schmidt, CEO do Google, explica em entrevista ao Jornal da Globo, de 06/05/2008, o "cloud computing". A Internet como depositária de dados e programas, para acesso de qualquer lugar, de celulares, PCs, handhelds, etc. A computação onde você não fica mais preso ao PC onde instalou seus programas e salvou seus dados, mas livre para acessar tudo de qualquer lugar, a qualquer hora, de qualquer dispositivo.além de apresentar esse enfoque mais precisamente, trata também da necessidade de se permitir ousar, criar, construir algo novo. E inovar conseqüentemente gera novas formas de pensar, agir, reagir, como também novas ferramentas, receitas, softwares, possibilidades, enfim cria e recria novos saberes, algo essencial para a Educação de Qualidade, e para todos!


PIVOT

Pivot é um software freeware, que como apresentado no vídeo abaixo, pode ser mais uma ferramenta em prol de uma educação estimulante na prática pedagógica.
A partir de bonecos palito podem ser criadas pequenas animações para todo público.
Movimentando os objetos disponibizados quadro a quadro vai-se criando uma cadeia sucessiva de animação dinâmica, de maneira fácil e atrativa.
Além de criar os tradicionais bonequinhos, use sua criatividade para montar figuras como veículos, animais e tudo o que puder imaginar! Na opção Edit o boneco e suas respectivas articulações são exibidos, possibilitando ajustes ou até mesmo desenvolvimento de outras formas com círculos e linhas. Para completar há uma barra de controle de velocidade.
E pode ser utilizado em todas as disciplinas. Basta uma proposta de redação, uma poesia, um fato histórico, um acontecimento da atualidade e várias outras relacionadas aos vários conteúdos.
Uma excelente forma de aplicabilidade da informática educativa.
O vídeo abaixo mostra o potencial de criatividade e diversidade do uso desse software.






TEXTOS E HIPERTEXTOS

A novidade do hipertexto tem suas origens na
história da informática e da engenharia de computação, algo
que, de fato, influenciou o entendimento que o senso comum
e até mesmo alguns pesquisadores respeitáveis têm da relação
entre texto e suporte.
A história do hipertexto, apurada junto a Pierre Lévy e
Roger Chartier, dá condições de sustentar a idéia de que a
não-linearidade do texto não ocorria apenas na forma do
texto digital. Segundo Lévy (1993), o informata Vannevar
Bush, em 1945, foi o primeiro a conceber a idéia de hipertexto
como uma rede interconectada de dados e informações e,
para muito além disso, foi o primeiro a desconfiar de que a
cognição humana não funciona de maneira hierarquizada e
seqüencial. Para ele, que se atinha aos problemas de um banco
de dados informático, o pensamento e a memória humanos
funcionavam de maneira múltipla, interconectada e de fácil
acesso. Note-se, no entanto, que ele trabalhava em informática,
o que fez a história da leitura hipertextual e a do próprio conceito
de hipertexto terem sempre o viés da tecnologia plugada, como
se tecnologias unplugged anteriores não tivessem passado por
processos semelhantes de modelação e remodelação.
Sendo assim, navegar por um texto não é algo restrito
ao suporte digital, como a tela, por exemplo, mas refere-se ao
percurso que o leitor pode fazer em determinado objeto de
leitura (texto, gráfico, legenda, sumário, índice), de acordo
com suas escolhas, a partir de opções de caminho.
Trata-se, como se quer demonstrar, mais de uma
reconfiguração das práticas de leitura e das formas de
produção e publicação de textos às possibilidades do novo
suporte do que propriamente de uma novidade; assim, a
pretensa revolução da informática perde sua mística e tornase
mais um rearranjo da era da tecnologia da escrita e suas
conseqüentes tecnologias de escrita, formatação, registro e
leitura. (Ana Elisa Ribeiro)


Aulas animadas: mais movimento ao que acontece dentro da escola

Numa viagem à deriva pela net, um texto interessante do site http://www.vivenciapedagogica.com.br/ merece reflexão e divulgação. Nobre idéia para inovar na prática pedagógica.

A palavra ânimo, do latim “anima”, está ligada a alma e significa “sopro de vida”. A animação é um dos sinais que nos dá a sensação de vida nos seres vivos e até mesmo em imagens (desenhos animados).

Nesse sentido, as aulas “paradas” em que o professor tenta “ensinar” e os alunos fazem de conta que “prestam atenção”, além de contribuírem com o desânimo dos alunos, ainda permitem que o professor acredite, por alguns momentos, que conseguiu cumprir o seu objetivo. Uma proposta de aula animada é exatamente o oposto:

• Os alunos são envolvidos em um desafio que não é exclusivamente escolar, mas sim algo que eles vêem acontecer fora da escola.

• O protagonista é o próprio aluno. Ele é autor e ator.

• A tarefa não é para entregar ao professor, mas sim para ser reconhecida tanto na escola quanto fora dela.

• O aluno é membro importante dentro de um grupo. Assume papéis fundamentais e dessa forma é responsável.

• Há movimento na sala de aula. Algo que é possível observar tanto pela liberdade que os alunos têm em circular nos diferentes espaços, como também em sua expressão corporal e facial.

• O professor não fica preocupado em ensinar, mas em mediar o processo para que os alunos aprendam.

Como desenvolver uma proposta com estas características? O que pode ser feito de modo que o aluno perceba significado, aprenda, colabore, sinta-se desafiado e envolvido?

Há várias possibilidades, principalmente quando aproveitamos o potencial que as TICs (tecnologias de comunicação e informação) podem trazer à prática pedagógica.

Os alunos gostam e envolvem-se em tarefas quando podem produzir e socializar algo que é reconhecido socialmente. Por isso podem aprender muito quando têm a oportunidade de criar um blog, um programa de rádio (ou Podcast), um jornal da escola ou um vídeo. Isso porque todas estas mídias podem ser socializadas dentro e fora da escola e o aluno ser reconhecido pela sua atuação, o que é de fundamental importância.



Um astro triste...

Não fui uma das fãs das músicas de Michael Jackson, mas sua morte e tudo o que a norteou, trazem uma reflexão acerca de uma realidade, novamente comprovada com esse fato, a de que somos apenas poeiras num cosmos infinito. E que somente em ações cooperativas, teremos um planeta saudável e vidas saudáveis.
Penso que talvez seria mais simples a vida do grande astro se ele tivesse que comprar ingressos para um parque de diversões apenas, ao invés de construir um particular, no qual todo um sonho se consumia e se deteriorava, sem surpresas, já que tudo já estava exteriorizado em cada brinquedo sonhado por ele. Imagino o astro entrando vez por outra no parque com a sensação exata do posicionamento, das cores, enfim, de tudo o que lhe esperava.
Não levou nem o ingresso com ele.
O mundo que criou parece ter retirado expectativas, outros sonhos, novas conquistas, deixando-o solitário no vasto universo que pôde, com as riquezas materiais que sua carreira o proporcionou construir.
Nós nos deparamos cotidianente com fatos similares. Acredita-se, creio que em vão, que suportes tecnológicos trarão respostas à problemática vivenciada por anos a fio no campo educacional, aqui enfatizado.
Escolas super equipados com tecnologias de ponta não terão nem o minimalismo tecnológico saudável se somente existirem como aparato a ser apresentado a seu público.
Reporto-me ao astro num paralelo com o posicionamento dos profissionais de educação frente às inovações tecnológicas.
Nos vemos num verdadeiro castelo tecnológico, num parque de diversões com softwares cada vez em maior número e disponibizados cada vez mais a um número maior de usuários.
Talvez devêssemos considerar o fato de que precisamos permanecer atentos à compra do ingresso, a escolhas dos brinquedos, a novos parques vez por outra ou a parques mais simples, com olhar de expectativa diante do novo, do simples ou do mais moderno, isso tem implicações significativas somente quando nos reportamos profundamente numa reflexão dos impactos causados no público estudantil quando o utilizamos.
Nem sempre um laboratório é a melhor opção para determinada atividade. Talvez uma visita a um local em consonância com objetivos previamente propostos seja mais conveniente.
Talvez ter somente o ingresso ao invés do parque inteiro já possa ser suficientemente eficaz se soubermos como fazer a diferença com ele. Diferença aqui vislumbrada sob um olhar pedagógico. Se temos que lidar com muitas pessoas, cursistas, alunos, tutores, formadores, que a cada um tenhamos o cuidado de escolher a tecnologia adequada a cada proposta. E se atingirmos um, dentre os muitos com quem lidamos e melhor ainda, se um deles nos fizes uma pessoa melhor, creio já ser um bom passo para nosso engrandecimento pessoal e profissional.
Se pudermos ter castelos, será bom, mas se adquirirmos tecnologias com as quais possamos engrandecer outrem, construiremos nosso castelo de confirmações pessoais sobre determinadas situações e reciclaremos outras e aprenderemos mais e mais, conhecendo o outro e sua gama de informações e sentimentos inerentes a cada um, de forma única, construiremos um castelo pessoal que levaremos conosco pós morte física. Teremos nosso castelo emocional, profissional, fruto de pequenas ações cotidianas ou de porte maior, por que não?
O fato é de que não importa o avanço tecnológico se não houver a abertura de nossas mentes diante de cada desafio. Nossa postura frente a cada um deles, seja lá de qual amplidão se constitua, o fator essencial é nossa postura pedagógica, íntegra, personificada não com o aparato tecnológico (são apenas ferramentas a nosso dispor), mas com nossa prática pedagógica diante dele.
Na frase final de uma operadora telefônica, de que adianta a banda larga, se a mente for estreita?
Hora, hora cotidiana, de repensar a postura diante do novo, do velho, num equilíbrio contínuo na utilização de cada um, com vistas no ponto culminante e fundamental do processo educacional, o aluno.
Que a sensibilizada esteja aflorada ao abrirmos nossas mentes e exteriorzamos nossas dinâmicas em nosso trabalho como parte integrante de nosso universo íntimo, assim levaremos castelos, tesouros e nosso cérebro conosco, ou melhor, levaremos o saber resultante dessa ação diária, permanente, contínua.
Saber não se acumula, se transmodifica, se restaura como o nascer do sol, que nunca é o mesmo, como nunca um dia é exatamente o mesmo que ontem ou que o incerto amanhã. Por isso, é necessário pararmos por alguns momentos para refletirmos sobre nossa postura diante das TIC, como suporte e reação em nós mesmos e nos que nos rodeiam, que participam de nossas vidas, virtuais e reais.
Astros felizes com simples, porém inigualáveis, sucessos num encontro, numa aula, numa atividade realizada ou com mega eventos, igualmente necessários noutros encontros e propostas de novas ou as mesmas, renovadas e de encontro com cada novo grupo que por nós passa e por onde alguns permanecem conosco, outros talvez nunca mais veremos, o que traz a certeza de que cada gesto pode ser o primeiro e último, pois o amanhã não nos cabe.
Com o tempo se aprende que não vale o quanto temos materialmente, mas como nos posicionamos durante essa evolução. Não despi a necessidade de bens materiais, de tecnologias modernas, mas somente surtirão efeito se pusermos nossa pitada de nós mesmos em cada uma delas.
Como num trabalho em equipe, universalmente colocando ou mesmo apenas a um pequeno grupo, o essencial aos meus olhos continua sendo a necessidade primordial de uma convergência de mentes únicas a uma proposta maior que nossos anseios profissionais. E, ao perceber no outro, possibilidades de nosso próprio engrandecimento, consequentemente refletiremos reações ao menos em algum deles e isso deve ser considerado como um mega sucesso.

Lu Lopes

Abrindo Parênteses...

Muito se comenta sobre a necessidade de propiciarmos ambientes colaborativos, cooperativos, mas pouco literalmente divulgamos o quão somos engrandecidos em nosso cotidiano com pequenos, por vezes quase imperceptíveis aos olhos de muitos, gestos que nos chegam apenas do nada, somente por existirmos, como no velho e inabalável processo de ação/reflexão. Trocando em miúdos, para cada pequeno gesto em nosso cotidiano refletiremos reações em todo o universo. Certamente cada dia o espetáculo da vida se renova, mas nossa, como é difícil por vezes perceber, absorver isso em nosso íntimo e somente agradecer. Abro parênteses aqui por cada estímulo recebido, cada sorriso a mim direcionado, cada conhecimento compartilhado, cada ser incrivelmente humano que integra o meu ser, minha família, minha vida...
Sintetizando nas palavras de Cecília a importância da minha preciosa e inigualável listinha de amigos essenciais...

No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim,
e, no jardim, um canteiro;
no canteiro uma violeta,
e, sobre ela, o dia inteiro,

entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta